terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Véspera de Natal - Capitulo único


Véspera de Natal (Short Fic)

Músicas misturadas, crianças correndo e brincando nas ruas, era tudo o que Lua ouvia dentro de sua casa. Estava sozinha, era véspera de Natal e sua família tinha viajado para passar o natal em Buenos Aires na Argentina, na casa de sua avó. Por que ela não havia ido? Bom, simplesmente pelo fato de não se dar bem com a maioria de seus familiares. Assim como seu irmão Eduardo, que não havia viajado, mas também não perdera tempo e fora para casa de um amigo.
Lua deitou-se no sofá pegou seu celular e o fone de ouvido colocando sua música preferida e começando a escrever em seu diário.

Bendito diário,
Eu seriamente não sei o porquê de escrever aqui, contudo, bom... Isso me deixa melhor!
Este é o primeiro natal que irei passar sem meus pais e bem... Eu não sei como me sinto! Meu irmão também ficou, mas creio que irei passar esse feriado sozinha, ele não perdeu tempo e foi para casa do Arthur. Dudu é mais velho que eu somente três anos, ele têm dezoito e eu quinze, apesar de ele ser um chato, eu amo meu maninho. Acho que é isso... Depois descreverei minha véspera de natal, completamente solitária e sem graça, pois acredito que você é o único que me suporta, meu bendito diário.
                                                                                 Bye, Lua *-*

Ela fechou seu pequeno caderno que denominava de bendito e adormeceu escutando músicas. Horas depois foi acordada por uma ligação.

Ligação On
L: Alô. –Falou com a voz arrastada de sono.
E: Maninha! Dormindo? Acho que te acordei.
L: Estava né Eduardo! E é óbvio que você me acordou.
E: Senhor, que stress. Liguei pra avisar que o Arthur vai fazer uma festa de natal aqui na casa dele e você esta convidada. Vai querer vir?
L: Claro! – Ela não pensou duas vezes, não estava a fim de passar o natal sozinha.
E: Ok, então se arruma que 21h00 o Arthur vai te buscar.
L: O Arthur? Por quê?
E: Estou ocupado.
L: Tudo bem. –Ela não questionou.
E: Até mais!
Ligação Off

Olhou o relógio e se assustou, havia dormido a tarde toda e já eram 19h02, foi rapidamente se arrumar. Tomou banho e vestiu seu vestido vermelho que a fazia parecer uma bailarina e um salto não muito alto, perfumou-se e quando ia olhar às horas ouviu o barulho da buzina lá em baixo, demorara um tempo significativo no banho.
– Já vou! – Gritou e foi descendo as escadas.
Saiu de casa e trancou a porta, enquanto isso Arthur a observava, conhecia aquela garota desde que ela tinha dez anos e como ela havia crescido... Estava uma gata!
– Oi Thur.  – Ela falou entrando no carro. – Você está muito cheiroso. – Ela falou sorrindo inocentemente.
– Você também não está nada mal. – Ele falou a olhando.
– Nada mal. – Fez-se de indignada. – Eu estou fabulosa. –Disse beijando o ombro e ele riu.
– Você está linda Lu, você é linda e sabe disso. –Disse sincero e ela corou.
– Okay, vamos.
Chegaram quinze minutos depois, a casa estava linda toda enfeitada com piscas-piscas e bonequinhos na parte do jardim. As pessoas ainda estavam chegando, Arthur tinha pai, mas era emancipado e enquanto o pai empresário vivia no mundo... Ele dava muitas festas. Ela entrou acompanhada de Arthur e logo avistou seu irmão, que foi até eles. Eduardo agradeceu e Thur falou que iria terminar de arrumar algumas coisas e a deixou com seu irmão. Conversaram um pouco, até que Dudu avistou uma garota e disse à irmã que era sua gostosa.
– Quando você a conheceu?
– Ontem...
– Dudu! Sabe ao menos o nome dela?
– Dessa vez eu sei, é Nanda, Fernanda. –Ele sorriu.
– Há, então... Ok.
– Vem vou te levar para conhecê-la.
Em geral, ele nunca havia feito aquilo, Lua estranhou, ao que parecia Eduardo estava gostando mesmo da menina, talvez fosse o espírito natalino... Ou o amor mesmo. Ele as apresentou e elas se deram muito em, um tempo depois Nanda e seu irmão já estavam se pegando sem se importarem com a presença dela. Caminhou até um canto e pegou uma bebida, sentou-se em um canto e não percebeu o tempo passar, até que alguém a acordou de seus devaneios.
– Oi linda. – Era Lucas, estudava na mesma escola que a mesma e estava visivelmente bêbado.
– Onde você arrumou álcool?
– Minha galera trouxe escondido. –Sorriu cínico. – Quer? –Estendeu uma lata de cerveja na direção dela.
– Claro que não, idiota. –Derrubou a latinha no chão.
– Epa, pera aí. –Lucas foi se aproximando e Lua levantou-se em um impulso. Porém o garoto foi rápido e a imprensou na parede.
– Me solta caramba. –Gritou.
– Hey gostosa, para de se fazer de difícil.
– Imbecil! –Disse e então o chutou naquela parte e saiu de perto.
– Vadia! – Pode ouvi-lo gemer.
A garota saiu andando e olhou no relógio, faltava pouco para o natal, ela achou que Lucas tinha desistido depois do chute que havia dado, mas estava plenamente enganada. O menino chegou rapidamente ao lado dela e a empurrando bruscamente contra a parede, tentou gritar, contudo a festa estava muito cheia e a música bastante alta, ninguém a ouviria e quem visse a cena poderia achar que era algo normal. PORÉM NÃO ERA NADA NORMAL! Lucas tentava beijá-la a força e ela fazia de tudo para se defender, até que ouviu uma voz e que estava obviamente se referindo ao garoto.
– Larga ela seu babaca! – Lua só ouviu o individuo caído no chão com a boca sangrando, depois dessa, ele iria com certeza embora dali. Arthur havia a salvado e estava muito grata, no entanto assustada.
– Você está bem? –Arthur perguntou preocupado e ela conseguiu balançar a cabeça em afirmação. –Vem. –Ele pegou na mão dela e a conduziu até a parte de trás da casa, que estava mais vazia.
– Você está tremendo! –Ele falou.
– Estou bem, foi só o choque. É que por um momento eu achei...
– Shiu... Não precisa falar. –Disse secando suas lágrimas, e então Lua o abraçou. Passaram um bom tempo assim até que ouviram gritos de comemoração e fogos de artifício sendo lançados, os dois se entreolharam e sorriram.
– Feliz natal! –Ela disse.
– Feliz natal. –Respondeu e beijou-a.
No fim... O natal de Lua não havia sido tão ruim quanto esperava.

FIM!

Por Lara F.
        



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