segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A Bela e a Fera capítulos 4 ao 7


Capítulo 4


POV- Arthur
Não importava o que eu fizesse a danada não desistia do trabalho. Para piorar, eu me peguei um dia ansioso pela chegada dela. Estava começando a fazer questão de estar sempre arrumado (ou não tão feio), de olho na janela e com um humor um tanto melhor, mas jamais deixava ela perceber isso.
Eu ficava irritando-a, fazia de tudo para que brigássemos, já que era em meio às brigas que eu mais me divertia.
Houve um dia que nada que eu falava tirava o bom humor dela. Eu já estava ficando sem ideia, quando ela pegou o celular para mandar uma mensagem e eu falei:
“Conversando com o namorado?”
“Não... Com minha amiga, nós vamos a uma festa.” Ela disse.
“Ah, a estranha tem vida social. Quem diria?!” Eu disse, rindo maliciosamente. Ela apenas revirou os olhos. “Que festa é?”
“Uma house party do Pedro.” Ela disse.
O Pedro fora um grande amigo meu, na verdade, um grande puxa saco, que dava festas maravilhosas sempre que os pais dele viajavam, nessas festas havia muita bebida, droga e sexo.
“Uma menina como você não costuma ser chamada para essas festas. Quem convidou-a?” Eu perguntei, curioso.
“Não lhe interessa.” Ela disse. “Vamos mudar de assunto?”
“Não.” Eu disse. “Você não vai com ninguém, está na cara, você vai entrar de penetra não é?” Perguntei.
POV- Lua
“Uma menina como você não costuma ser chamada para essas festas. Quem convidou-a?” Arthur me perguntou.
“Não lhe interessa.” Respondi. “Vamos mudar de assunto?”
“Não. Você não vai com ninguém, está na cara, você vai entrar de penetra não é?” Ele perguntou ofendendo-me.
“Arthur, não que lhe interesse, mas eu vou com o Rodrigo, o Rodrigo Dorado. Tenho certeza que você se lembra dele.” Eu disse.
Ele olhou-me e soltou uma tremenda gargalhada.
“Ta na cara que ele só quer transar com você.” Ele disse.
Fiquei vermelha na hora.
“Lua, você não é virgem né?!” Ele perguntou, ainda rindo.
“Não.” Respondi, sem graça.... Mentindo.
“Ah então nós podemos falar de sexo na boa, que você sabe me responder tudo né?” Ele perguntou, mexendo-se penosamente na cama de estilo hospitalar.
“Eu saberia, mas não significaria que eu desejaria responder.” Eu respondi.
“Ok, vamos fazer um acordo. Se você realmente souber me responder tudo, eu darei algo a você, mas se você errar terá que fazer algo em troca para mim.”

Capítulo 5
POV- Arthur
Quando a Lua disse que iria à festa com o Rodrigo meu sangue ferveu.  O cara era um canalha, excelente pessoa para ter status, mas um canalha. Ele só saia com as meninas que desejava usar numa noite e esquecer no outro.
Eu não queria que o canalha usasse a menina. Ela era chata, mas entendia o que ele via nela: um corpão, uma virgem, uma diversão e motivo para humilhar no dia seguinte. Decidi que não permitiria que ela fosse à festa com ele.
“Lua, você não é virgem né?!” Perguntei, ainda rindo.
“Não.” Respondeu, sem graça.... Mentindo, imagino eu.
“Ah então nós podemos falar de sexo na boa, que você sabe me responder tudo né?” Propus.
“Eu saberia, mas não significaria que eu desejaria responder.” Ela respondeu, sabiamente.
“Ok, vamos fazer um acordo. Se você realmente souber me responder tudo, eu darei algo a você, mas se você errar terá que fazer algo em troca para mim.” Propus.
“Arthur, porque eu aceitaria?”. Ela perguntou.
“Por que você não vai querer dar o braço a torcer na sua mentira.” Respondi. “E lembre-se, você ainda ganha o direito de ganhar o que desejar de mim. Ah, e não esquece que minha mãe mandou você me entreter.”  Falei, malignamente.
“Ok, o que eu preciso responder?” Ela perguntou, após um tempo de silêncio.
“Quanto tempo dura uma ejaculação?” Perguntei, sorrindo.
“Ah, de cinco a quinze minutos.” Ela respondeu, depois de muito pensar.
Essa pergunta foi relativamente fácil. Fui perguntando várias coisas, que ela dava respostas evasivas. Até que perguntei:
“Qual a consistência do gozo?”
Ela não respondeu. Depois de muito pensar falou: “Ah Arthur, não sei dizer exatamente como é.”
“Lua, ta na cara que você é virgem. Na boa, não vai à festa. O Rodrigo só quer saber de dormir com você. E eu não quero ter que ouvir você chorando por ele nos próximos dias.” Falei.
“Arthur, não lhe interessa se eu sou virgem ou não ok?! E eu vou na festa. Me pedir para não ir está fora de cogitação. Então escolhe outra coisa para eu fazer, já que perdi nossa aposta. Ah e outra, eu não ficaria chorando aqui por nada nesse mundo.” Ela falou furiosa.
Sem querer, falei alto:
“Então me beija, e amanhã me diga qual o melhor beijo, o meu ou o do Rodrigo.”

Capítulo 6
POV- Arthur
“Então me beija, e amanhã me diga qual o melhor beijo, o meu ou o do Rodrigo.”
Lua ficou encarando-me, ela parecia que não acreditava em mim, mas por fim falou:
“É isso mesmo que você deseja?”
“Lua, o que mais eu poderia pedir? Dinheiro não poderia, um presente bom você não teria como me dar,além disso, um beijo seu ainda deve ser ainda melhor que nada...” Falei.
Lua olhou-me furiosa.
“Ah, além disso, eu sei que você era louca para beijar-me, então o beijo será uma espécie de presente. Desse jeito você descobre como é beijar um...” Antes que eu pudesse acabar a frase. Lua surpreendeu-me.
Ela beijou-me, inicialmente foi um beijo lento, mas eu devo confessar que sentia tanta falta de beijar alguém que puxei-a para mais perto de mim, puxando-a pela cintura e obrigando-a a sentar em minha cama. Ela beijava surpreendentemente bem.
POV- Lua
Enfureci-me com o comentário do Arthur. Ele não apenas queria estragar minha noite com o Rodrigo, como tentara humilhar-me ao dizer que eu não tinha algo de bom para dar à ele, que nem mesmo um beijo seria um presente verdadeiramente digno.
Quando dei por mim eu beijei-o. Era estranho, mas parecia que eu jamais beijara com tanta falta de pudor. Eu senti um tanto suja ao tomar aquela atitude vulgar, mas foi ao mesmo tempo excitante.
Quando afastei-me do Arthur, mesmo desejando que aquele beijo jamais acabasse, virei para ele e disse:
“Não serei eu que ficarei pensando nesse beijo, será você Sr. Aguiar.”
Peguei minha bolsa e sai daquela mansão em direção à casa da minha amiga. Eu me arrumaria com ela, depois o Rodrigo nos buscaria e nós iríamos para a festa.
POV- Arthur
Quando o beijo acabou, Lua saiu da minha casa. Em seguida, entrou uma enfermeira, que me ajudou a sair da cama e ir ao banheiro, onde tomei um demorado banho.
Durante o banho fiquei pensando em minha acompanhante, mais especificamente no nosso beijo. Ela era doce, mas determinada, e seu beijo refletia exatamente o que ela era.
Passei a noite pensando o que ocorreria na festa daquele dia. Eu fiquei a questionar-me se iria haver muita gente na festa, quem estaria lá, se Lua cairia na lábia habilidosa do Rodrigo, se ele humilharia ela....
Na manhã seguinte, descobri que minha acompanhante não viria me visitar, isso porque era feriado. Passei o dia com um enorme mau humor, e esse humor apenas piorou com a noticia que eu teria que fazer alguns exames cansativos naquele dia.
Desde o momento que Lua começara a trabalhar para minha mãe, ela sempre me acompanhava na hora dos exames, me distraindo com suas conversas completamente chatas e irritantes.
Quando chegou a segunda feira, Lua apareceu no período da tarde. Logo que ela entrou eu perguntei:
“Eai, pensou muito em mim?”
“Obvio que não. Tive uma noite incrível no sábado e nos dias que sucederam-no estive ocupada com outras coisas.” Ela respondeu rapidamente. “E você conseguiu dormir após o nosso beijo?”
“Tive alguns pesadelos.” Impliquei.
Em seguida, fomos interrompidos pela medica que fora me visitar naquela tarde chuvosa. Aparentemente a mulher desejava me dar uma importante noticia. Quanto ao que ocorrera na festa da Lua, eu teria que esperar para descobrir.

Capítulo 7
POV- Lua
Quando sai da casa do Arthur, fui para casa da minha amiga, onde me arrumei, comi e maquiei-me. Depois disso, o Rodrigo chegou, em seu carro, com motorista, acompanhado de alguns amigos.
Logo que eu entrei no carro senti um nervosismo. Rodrigo era bonito, charmoso, popular, um tanto legal, mas era conhecido por ser “heart breaker”, ou seja, um galinha de marca maior.
“Lua, você está uma gato hoje.” Ele falou, repousando sua mão em minha coxa, coisa que eu jamais autorizara um garoto fazer.
“O-obrogada.” Eu respondi, gaguejando.
O jeito que ele me olhava não era terno, nem carinhoso, mas sim como se ele fosse o caçador e eu a presa.
Quando chegamos na festa, uma menina, cujo nome era Uly, veio falar comigo:
“Um, olha o que temos aqui... A pobretona, que agora trabalha para mãe do Aguiar pensa que é gente e que pode comparecer à festa.”
Rodrigo riu do comentário, surpreendendo-me, e falou: ”Eu trouxe ela. Para de incomodar.”
Sorri ao ouvir isso, depois disso, Rodrigo puxou-me para um local mais reservado da festa, onde ficamos dançando juntos.
Uma hora se passara, quando nos sentamos num sofá. Rodrigo puxou-me para perto dele, beijando-me agressivamente. O beijo, diferentemente do que o Arthur me dera, era molhado demais, ofegante demais, agressivo e obsessivo. Não me parecia que o que Rodrigo desejava era apenas um beijo, e isso confirmou-se quando ele começou a passar a mãe dele pelo meu corpo.
Estremeci e afastei-me.
“Vamos com calma.” Eu pedi.
Ele não pareceu me escutar, pois começou a me apalpar ainda mais. Fiquei com medo, lembrei de como o Arthur dissera que seu beijo seria melhor que o do Rodrigo, e conclui que eraa verdade.
Eu estava com medo, mas fui salva por minha amiga, na hora exata. Quando entrei no colégio na segunda feira, Rodrigo foi um grosso comigo, enquanto seus amigos ficaram rindo de mim. Senti-me humilhada.
Na tarde daquele dia...
Escrito por Amanda @CronicaDaAmanda

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